Eu e o Dan, do Folhetim Felino, nos juntamos para escolher dez histórias de horror e terror para comemorar o Halloween de modo bem literário. Lá no Folhetim temos as cinco primeiras histórias que vão desde o clássico com O médico e o Monstro a uma escolha brasileira e ainda tem livro do Rei, Stephen King.

Lembrando que a numeração aqui dos livros é meramente ilustrativa. Eu não conseguiria escolher um favorito daqui nem com assassino segurando um machado ameaçando matar o Dan. Brincadeira. Talvez.

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Vamos lá…

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6. Frankenstein, de Mary Shelley:

Impossível falar de literatura fantástica de horror e terror sem mencionar Frankenstein. O nome do Médico e sua ambição vem logo à mente. O livro publicado em 1816 pela jovem de apenas de 19 anos, Mary Shelley, tinha o título The Modern Prometheus, remetendo ao mito grego. Frankenstein conta a história do estudante Victor, obcecado por descobrir mais sobre a criação da vida, monta uma criatura com partes roubadas de cadáveres, porém ao ver o produto de seu experimento, o abandona. E o novo ser, uma vez inocente, conhece a maldade e começa uma caçada cheia de vingança contra seu criador. Frankenstein é o perfeito lembrete de que devemos estar prontos para assumir as consequências de nossos atos.

 

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7. Prince Lestat, de Anne Rice:

O Príncipe ganhou uma edição em português pela Rocco, mas a minha edição é da Anchor Books. Aprendi que ler a Sra. Rice e suas Crônicas Vampirescas é melhor no original. Aliás, Prince é a 11ª história das Crônicas, e não é a última.  Aqui, o mundo vampiresco está em crise – os vampiros estão sendo criados fora de controle. Os antigos vampiros estão sendo despertados pela Voz, que os comanda a destruir vampiros fugitivos de cidades de Paris a Mumbai, Hong Kong a Kyoto e São Francisco. O massacre começou e com pouco tempo, personagens familiares das Crônicas se reúnem para embarcar em uma jornada de descobrir quem está por trás da Voz e qual sua motivação.

Prince traz sangue novo (ba dum tsss!) com personagens inseridos no mundo sobrenatural de Anne.

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8. Nevermore, de Kelly Creagh:

O young-adult tem um lugar muito especial na minha estante. Comprei sem saber muito da história, nunca havia ouvido falar na autora, mas não resisti ao corvo na capa. No livro, a líder de torcida Isobel fica horrorizada quando descobre que seu parceiro no trabalho de inglês é Varen, o jovem frio, indiferente, cínico e com a língua afiada, mas com olhos expressivos e misterioso. Após ler um texto no diário de Varen, Isobel inventa desculpas para ver Varen mais e mais e descobre que no mundo de Varen, as histórias de Edgar Allen Poe ganham vida.

Enquanto seu mundo desmorona, Isobel descobre que as palavras têm um grande poder, são muito assustadoras e começa uma batalha para conseguir salvar a vida de Varen das sombras. Nevermore é o livro para se pegar e só deixar descansar quando acabar e é impossível não se apaixonar pelos elementos de Poe espalhados pela narrativa.

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9. SocialKillers.com, de R.J. Parker e J.J. Slate:

Tem redes sociais? Não vive sem likes? Vem ler esse livro. SocialKillers.com traz vários casos aterrorizantes de criminosos que usaram as redes sociais para se aproximar de suas vítimas. Tem de tudo: stalker, predador sexual, assassinos, torturadores… A lista não é pequena e ao final do livro, tudo que você quer é excluir TODAS as suas redes sociais.

O livro é indicado para maiores de 18 anos pelo conteúdo gráfico das descrições. Ah, e essa edição da Darkside traz QR codes que te levam para páginas construídas especificamente para os casos descritos.

Cuidado com quem você adiciona.

 

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10. Luz, de Andrei Simões:

O terror contemporâneo tem nome, sobrenome e mora na minha cidade. O Andrei teve o lançamento de Luz no começo desse mês de Outubro é uma das obras mais aterrorizantes que já li. Eu ficaria FELIZ de encontrar um assassino como o de SerialKillers.com, mas não quero encontrar o deus humano demais que ele descreve aqui.

Começamos acompanhando um jovem atormentado pela morte do irmão e sua jornada com sede de vingança e figuras que colhem medo. Cada capítulo encerra uma história e te puxa mais para dentro da escuridão de mitos e mostrando a dura realidade que nós mesmos, humanos, causamos. O leitor é mencionado como Aquele que Lê e quando você se dá conta já está debaixo do edredom querendo um abajur e REZANDO para não ouvir batucada nenhuma. As ilustrações de Eduardo Seiji são um brinde ao obscuro e Andrei é meu pastor do terror e medo não me faltará!

Gostaram? Divirtam-se com seus pesadelos trazidos pelo Tabloide de Sangue e Folhetim Felino.

Ah, e a imagem do header é dos comediantes Ole Olsen e Glenn Strange lendo Batman no set de “House of Frankenstein”. 😉